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Quarentena de peixes

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Mensagem 16/ago/2012, 19:02

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
Idade:
Localização: LISBOA
Olá a todos,

Aqui está um link para um artigo que ilustra como fazer de uma forma não muito complicada uma quarentena; embora não tenha novidades, pareceu-me útil colocar aqui este artigo sobretudo para os mais novos no hobby.

Eu pessoalmente não uso este método, uso a hipossalinidade, mas considero o método descrito neste artigo uma alternativa simples e até mais "completa", à hipossalinidade.

Espero que pelo menos para alguns tenha utilidade.

Abraço

http://www.advancedaquarist.com/blog/quarantining-marine-fish-made-simple
Enviado pelo meu computador através dos meus dedinhos

Mensagem 16/ago/2012, 20:35

Grupo: Utilizadores Mensagens: 122
Idade:
Sem duvida muito util :-bd
Custa fazer quarentena, mas é certamente a forma mais segura de adicionar novos peixes e tambem corais...

Mensagem 17/ago/2012, 22:13

Grupo: Utilizadores Mensagens: 318
Idade: 42
Localização: Lousada
Eu diria mais: é a única forma segura de adicionar peixes!

Começo a ser um adepto ferrenho da quarentena.

Dá trabalho é certo, mas as coisas podem correr mal e depois o trabalho e as chatices são muito maiores.
www.reeffresh.com
http://www.facebook.com/pages/Reeffresh ... 8068663646

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My reef: viewtopic.php?f=7&t=531

Mensagem 20/ago/2012, 08:24

Grupo: Super Moderador Mensagens: 4463
Idade: 46
Localização: Torres Vedras
Boas,

Não sei se concordo muito com fazer tratamentos antes de os peixes mostrarem sinais de doença ...

Mas sem dúvida que a leitura deste documento me fez relembrar que no meio disto tudo ainda não tenho sistema de quarentena.

E estou cá a pensar que no sítio onde tenho os actuais peixes, fica mesmo bem um tanquezito de quarentena ... :))

Obrigado pelo link.

Abraços,
Rui
http://ricordeadream.blogspot.pt/

"Nothing good happens fast in a reef tank"
SPS= Stability Promotes Success

Mensagem 20/ago/2012, 11:33

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
Obrigado pela partilha César!

Já tinhal ido noutro forum o teu método de quarentena, mas realmente este acaba por ser mais simples, embora envolva medicamentos.

Estes 3 medicamentos (Prazipro, Cupramine e Maracyn Two) são caros? Conseguem-se comprar por cá?

E para corais e invertebrados, a "receita" é a mesma? O cobre não é letal para invertebrados e mquantidades ínfimas? :-B

Mensagem 20/ago/2012, 18:43

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
Idade:
Localização: LISBOA
Hugo Figueiredo Escreveu:
Obrigado pela partilha César!

Já tinhal ido noutro forum o teu método de quarentena, mas realmente este acaba por ser mais simples, embora envolva medicamentos.

Estes 3 medicamentos (Prazipro, Cupramine e Maracyn Two) são caros? Conseguem-se comprar por cá?

E para corais e invertebrados, a "receita" é a mesma? O cobre não é letal para invertebrados e mquantidades ínfimas? :-B



Olá Hugo,

Quanto aos medicamentos, penso que há pelo menos equivalentes; o que se trata é de administar praziquantel, cobre e um antibiótico de largo espectro (este se necessário).

Para corais e invertebrados, claro que isto não dá.

Abraço
Enviado pelo meu computador através dos meus dedinhos

Mensagem 20/ago/2012, 23:05

Grupo: Utilizadores Mensagens: 318
Idade: 42
Localização: Lousada
Eu pessoalmente não gosto do cobre. Muito fácil de fazer asneira e não sei até que ponto não faz mais mal ao peixe que bem.

Hiposalinidade, é dificil de gerir também. Variações minimas podem deitar tudo a perder e o ph pode baixar e ser fatal para os peixes.

Para o ictio, sou adepto ferrenho do Tank Transfer. Se bem feito, é 100% eficaz.
Depois uso o Praziquantel, tenilvet, para os parasitas (flukes e etc)

Se vir que aparece o amilodinium ou algo que não saiba o que é, uso então o malfadado cobre. Mas o da cupramine que é mais brando e igualmente eficaz.

César que cobre usas? E já agora, como usas o Prazi? Que dose?
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Mensagem 21/ago/2012, 11:35

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
TTM (Tank transfer Method)

Equipamento Necessário
* Aquário/Balde/Bidon com capacidade para albergar sem muito stress um peixe. 25-75 litros parece ser uma litragem aceitável!
* Aquecedor
* Bomba de ar

NOTA: Todo este material deve ser em duplicado já que o método necessita de ter 2 separados e sem qualquer contacto entre si.

Preparação do(s) aquário(s)
Os aquários (A e B) poderão ser cheios de uma das seguintes formas:
1- Água da torneira + sal até à salinidade correcta do tanque principal
2- Água de osmose + sal até à salinidade correcta do tanque principal
3 - Água do tanque principal se tivermos absoluta certeza que não está contaminado

Temperautra igual ao tanque principal!
Bomba de ar para ajudar na oxigenação!
PH igual ao tanque principal!

Pondo o método em prática
Dia 1 - Colocar o peixe no aquário A.
Dia 2-3 - Controlar o comportamento do peixe.
Dia 4 - Apanhar o peixe com a mão ou tupperware e transferí-lo para o aquário B.
Dia 5-6 - Lavar com lixivia aquário, aquecedor e tubo e pedra porosa do tanque A.
Dia 7 - Transferir o peixe para o aquário A.
Dia 8-9 - Lavar com lixivia aquário, aquecedor e tubo e pedra porosa do tanque B.
Dia 10 - Transferir o peixe para o aquário B.
Dia 11-12 - Lavar com lixivia aquário, aquecedor e tubo e pedra porosa do tanque B.
Dia 13 - Colocar o peixe no tanque principal ou de preferência colocá-lo num aquário de quarenta por mais 15 dias.

Notas Importantes:
[*]Os aquários e os equipamentos dos 2 aquários nunca se podem tocar para não haver contaminação!
[*]Em qualquer dos ciclos pode ser usado qualquer medicamento (cobre, prazinquantel, etc...) se for necessário/pretendido
[*]Fazer sempre a transferência do peixe de manhã ou antes das luzes acenderem
[*]Fazer sempre a transferência do peixe de manhã ou antes das luzes acenderem, já que os cistos do cryptocarium caem de noite
[*] Durante todo o processo, a alimentação deverá ser moderada e cuidada
[*] Em 3 dias, e pela experiência de quem utiliza o método, a amónia não chega a ser um problema, contudo e nas primeiras vezes sobretudo, nunca será de mais testá-la!
Editado pela última vez por Hugo Figueiredo em 19/Oct/2012, 14:52, num total de 1 vez.

Mensagem 21/ago/2012, 13:40

Grupo: Utilizadores Mensagens: 318
Idade: 42
Localização: Lousada
Hugo, eu coloco um comprimido de Tenilvet (julgo que de 500 mg) por cada 50 litros de água.
Tenha um ou tenha 10 peixes na quarentena.

Mas nem sei se é a dosagem correta uma vez que estava habituado a dosear o liquido (Prazipro).
Mas fiz uma pesquisa e recomendam um comprimido para cada 50 litros.
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Mensagem 21/ago/2012, 14:41

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
Idade:
Localização: LISBOA
César Soares Escreveu:
Eu pessoalmente não gosto do cobre. Muito fácil de fazer asneira e não sei até que ponto não faz mais mal ao peixe que bem.

Hiposalinidade, é dificil de gerir também. Variações minimas podem deitar tudo a perder e o ph pode baixar e ser fatal para os peixes.

Para o ictio, sou adepto ferrenho do Tank Transfer. Se bem feito, é 100% eficaz.
Depois uso o Praziquantel, tenilvet, para os parasitas (flukes e etc)

Se vir que aparece o amilodinium ou algo que não saiba o que é, uso então o malfadado cobre. Mas o da cupramine que é mais brando e igualmente eficaz.

César que cobre usas? E já agora, como usas o Prazi? Que dose?



Caros César e Hugo,

Eu não tenho experiência com este método, limitei-me a divulgar aquilo que me parece uma alternativa fácil à hipossalinidade, método que normalmente uso com todo o sucesso; não sei o que é melhor, mas penso que o fundamental é fazer quarentena.

Usei uma vez cobre durante a quarentena num Chelmon rostratus que tinha deixado de comer por a salinidade estar tão baixa (1.011) e que quando a aumentei para 1.016, embora retomando a comida, lhe aparecerem alguns pontos brancos; neste caso usei o Cuprazin, da Waterlife (gosto muito desta marca, pois os produtos não são agressivos, são biodegradáveis, dispensando grandes trocas de água- Protozin-Sterazin-Cuprozin, etc.).

Quanto ao prazinquantel, não tenho experiência em água salgada, mas continuo a usá-lo no aquário dos diskus, que ainda mantenho; a dose, segundo a literatura é a mesma em água doce e salgada e deverá ser:
Banho prolongado (3 dias) - 2 mg por litro de água (os comprimidos de Tenilvet e Droncit têm 50 mg, portanto 2 /50 litros;
Banho rápido (3 horas) - 10 mg por litro;
Comida - 500 mg por 100 grama de comida - só para parasitas internos (tipo ténia) - não eficaz com flukes das guelras, ou da pele.

Abraço
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Mensagem 17/set/2012, 10:44

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
Voltando a este tema...

Num outro forum, e com a preciosa ajuda do Cesar Silverio, resumi o seu método de quarentena (Cesar, corrige-me se estiver alguma coisa errada, pf) da seguinte forma:

1. Preparação do aquário de banho
Não precisa de ser muito grande, servirá apenas para dar um banho de água doce ao peixe durante cerca de 10 minutos.

Deve-se controlar a temperatura e o PH, que deverão estar iguais ao aquário de quarentena, descrito em baixo.
Uma pedra difusora ajuda na oxigenação da água!


1.1. Preparação do aquário de quarentena
Preparar o aquário de quarentena (pode ser com água do tanque principal se estiver controlado) e corrigir a densidade até perto dos 1.014.

Este aquário deve ter:
1.Aquecimento
2.Pouca luz
3.Movimentação moderada
4.Alguns abrigos (tubos de PVC, por exemplo)
5.Filtro externo com materias filtrantes maturadas (na sump do tanque principal, por exemplo)

2. Método de Quarentena
1.Aclimatar durante cerca de 1 hora com água do aquário de quarentena.

2.Mergulhar o Peixe no aquário de banho durante 5/7 minutos, de preferência 10 e no caso dos palhaços, possivelmente mais de 14 minutos, por causa da brokinella.
IMPORTANTE: Acompanhar comportamento do peixe. Natação lateral e ir ao fundo são normais, mas natação errática e respiração ofegante são sinais de alerta. Neste caso retirar imediactamente o peixe e passar ao passo 2.

3.Colocar o peixe no aquário de quarentena.

4.Passadas +/-24H, descer a salinidade para perto de 1.010 e deixar assim durante pelo menos 20 dias.
IMPORTANTE: Durante esta fase é importante acompanhar o estado o peixe e se for necessário fazer algum tratamento, recomeçar a contar os 20 dias a partir do fim do mesmo.

5.Durante este período devem-se fazer trocas de 2 em 2 dias de 20%/25% da água, não esquencendo nunca de corrigir a salinidade para os 1.010.

6.Passados os 20 dias (mínimo) começar a subir a salinidade gradualmente nunca ultrapassando os 0.003/dia até se atingir a densidade do tanque principal.

7.Finalmente introduzir o peixe no tanque principal (aclimatando), preferencialmente com as luzes apagadas.


Basicamente julgo ser isto!
Entretanto neste tópico abordou-se uma alternativa mais comercial (mais química se assim se pode dizer) e gostaria da vossa participação para se tentar elaborar também uma receita mais química.

Falou-se aqui em alguns produtos comerciais, em alguns produtos activos que encontramos na farmácia, etc, mas julgo ainda persistirem algumas dúvidas nas quantidades e no próprio método em si!

Assim sendo, quem quer começar?
César Soares, queres começar? indicando mais em pormenor o que fazes com os teus peixes e como os quarentenas, indicando quantidades e produtos?

Obrigado desde já! :-bd

Mensagem 17/set/2012, 12:20

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
Idade:
Localização: LISBOA
Olá Hugo,

Está perfeito; é assim que eu faço e até hoje não tive problemas.

Geralmente faço apenas 2 semanas a 1.010/1.012 (< 1.014), sempre medindo com refractometro.

Atenção à amónia durante os primeiros dias; um AmoniaAlert da Seachem poderá ser importante.

Abraço

Depois quero ir ver esse aquário!!
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Mensagem 17/set/2012, 12:42

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
Já agora César, como é que tecnicamente aumentas a salinidade?
Baixar presumo que seja juntando água de osmose, mas aumentar?

E podes indicar +/- a litragem do teu aquário de quarentena e quantidade de água de osmose necessária para baixar a salinidade em 0.001? PAra ter ideia...

Mensagem 17/set/2012, 13:09

Grupo: Super Moderador Mensagens: 4463
Idade: 46
Localização: Torres Vedras
Hugo Figueiredo Escreveu:
Já agora César, como é que tecnicamente aumentas a salinidade?
Baixar presumo que seja juntando água de osmose, mas aumentar?

E podes indicar +/- a litragem do teu aquário de quarentena e quantidade de água de osmose necessária para baixar a salinidade em 0.001? PAra ter ideia...



Boas Hugo,

Penso que na descrição do método durante a fase de banho, caso o peixe esteja com respiração ofegante deverá passar-se para o ponto 3 e não para o ponto 2.

Para subir a salinidade é repôr a água evaporada com água salinizada.

Já agora gostava de ter opiniões também dos novos produtos da prodibio!

Abraços,
Rui
http://ricordeadream.blogspot.pt/

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Mensagem 17/set/2012, 13:27

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
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Localização: LISBOA
Hugo Figueiredo Escreveu:
Já agora César, como é que tecnicamente aumentas a salinidade?
Baixar presumo que seja juntando água de osmose, mas aumentar?

E podes indicar +/- a litragem do teu aquário de quarentena e quantidade de água de osmose necessária para baixar a salinidade em 0.001? PAra ter ideia...



Para aumentar a salinidade uso água do aquário principal, o que é uma seca sobretudo nos ultimos dias quando a salinidade do aquário de quarentena se aproxima do normal, pois para aumentar a salinidade em 0,003 é precisa imensa água do aquário principal; podes sempre usar água com maior salinidade, mas eu faço assim e aproveito para ir trocando água ao aquário.
Para as trocas de água durante a fase de quarentena, utilizo água do aquário, temperada com água de osmose.

O meu aquário de quarentena tem 80 litros, mas só o encho quando está a decorrer o período de quarentena (1.010); nos primeiros dias, uso só mais ou menos quarenta litros, para não ter que adicionar muita água de osmose e na fase de subir a salinidade, deito uma parte de água fora antes de acrescentar a água do aquário, para não gastar tanta água do aquário principal.

Antes de começares a quarentena, põe todos os adereços (PVC, filtros, etc.), dentro do aquário, vai deitando água doce (5 ou 10 litros de cada vez), para fazeres, com uma caneta de acetatos, uma escala no vidro do aquário de quarentena, o que te irá facilitar todo o processo; escusado será dizer que deves sempre confirmar com o refractometro a salinidade final.

Para aumentares um grau (0,001) à salinidade de 10 litros de água, tens que adicionar aproximadamente 13,5 grama de sal.
Editado pela última vez por César Silvério em 17/set/2012, 14:01, num total de 1 vez.
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Mensagem 17/set/2012, 13:39

Grupo: Fundadores Mensagens: 755
Idade: 37
Localização: Matosinhos - Porto

Este tema é muito interessante e igualmente útil.

Recentemente estou a experimentar o Tank Transfer Method, que o César Soares me ensinou, e estou muito feliz com os resultados iniciais. Gastei 10€ em dois baldes de plástico de 45L, 5€ em pedras difusoras, termometro e tubos e a bomba de ar emprestaram-me. É um bocado dispendioso tem termos de sal, porque gasto cerca de 160L água salinada por tratamento.
A quarentena é sem dúvida o melhor método, mas nem sempre é exequível e o tank transfer é mais simples e demora menos tempo (apenas 12 dias) e tem a vantagem de não precisarmos de um aquário.

Portanto, permitam-me que coloque algumas questões:
-A utilização de hiposalinidade é sobretudo para controlar o cryptocaryon, ou tem a intenção de outros parasitas?
-Os banhos não stressam demasiado o peixe?
-Usando Praziquantel, numa das fases do trank transfer, também podemos eficazmente combater a entrada de outros parasitas no sistema?
- Será a quarentena totalmente eficaz a remover os cistos de cryptocaryon? Já ouvi dizer que alguns cistos aguentam muito bem a hiposalinidade
- Acham prático ter um bidão/balde/bacia de 40L no chão de vossas casas, junto ao aquário ou noutro local (tipo lavandaria, cave, etc.)? Aqui em casa ninguém se incomoda com isso, desde que o peixe se safe.
Os meus aquários:
2012 a 2013 ->Pyramid Reef 800L
2014 a 2015 -> H2O+Something - 200L
2015 actual -> H2O+Something II - 500L

Mensagem 17/set/2012, 13:49

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
Boas dicas Cesar! :-bd
essa de riscar o nível com canetas é brutal, embora muito simples... :D

Assim torna todo o processo muito mais célere e será só confirmar a salinidade e não andar a cada 100ml de água qual a salinidade.


Ricardo, já ouvi falar desse método tank transfer, mas sinceramente ainda não percebi muito bem. Podes explicar o procedimento que fazes?

Mensagem 17/set/2012, 14:43

Grupo: Utilizadores Mensagens: 1047
Idade:
Localização: LISBOA
Ricardo Pinto Escreveu:
Este tema é muito interessante e igualmente útil.

Recentemente estou a experimentar o Tank Transfer Method, que o César Soares me ensinou, e estou muito feliz com os resultados iniciais. Gastei 10€ em dois baldes de plástico de 45L, 5€ em pedras difusoras, termometro e tubos e a bomba de ar emprestaram-me. É um bocado dispendioso tem termos de sal, porque gasto cerca de 160L água salinada por tratamento.
A quarentena é sem dúvida o melhor método, mas nem sempre é exequível e o tank transfer é mais simples e demora menos tempo (apenas 12 dias) e tem a vantagem de não precisarmos de um aquário.

Portanto, permitam-me que coloque algumas questões:
-A utilização de hiposalinidade é sobretudo para controlar o cryptocaryon, ou tem a intenção de outros parasitas?
-Os banhos não stressam demasiado o peixe?
-Usando Praziquantel, numa das fases do trank transfer, também podemos eficazmente combater a entrada de outros parasitas no sistema?
- Será a quarentena totalmente eficaz a remover os cistos de cryptocaryon? Já ouvi dizer que alguns cistos aguentam muito bem a hiposalinidade
- Acham prático ter um bidão/balde/bacia de 40L no chão de vossas casas, junto ao aquário ou noutro local (tipo lavandaria, cave, etc.)? Aqui em casa ninguém se incomoda com isso, desde que o peixe se safe.



Olá Ricardo,

Quanto às tuas questões, vou tentar responder segundo a minha experiência e de acordo com o que tenho lido; acrescentarei também, que ao longo de quatro anos e meio de aquário nunca tive até hoje problemas com o cryptocayon, ou com o amyloodinium, usando este método, tendo inclusivé por duas, ou três vezes, passado ao lado da quarentena (sorte?!!!).

Quanto à primeira questão: penso que a hiposalinidade prolongada tem a capacidade de controlar a maioria dos parasitas (pelo menos externos), pois segundo li, não há invertebrado de água salgada, que resista a salinidades abaixo de 1.014.

Os banhos de água doce podem provocar stress nalguns peixes sobretudo os já debilitados, mas uma hiposalinidade temporária, tipo 1.010/1.012, tende a facilitar a adaptação dum peixe a um novo ambiente, após a experiência altamente stressante da viagem e da passagem por vários ambientes e maus tratos.
Como sabes, uma parte importante da energia dos peixes é gasta para evitar que o sal penetre no seu organismo através da pele (regulação da osmolaridade); quando um peixe é colocado (temporáriamente), numa água com menos salinidade, não necessita de gastar tanta energia para combater este fenómeno, facilitando portanto a adaptação inicial a um novo ambiente.

Claro que se pode e se calhar se deve usar o prazinquantel (água e comida) como complemento do método do tank transfer; em relação, ao método da quarentena com hiposalinidade, penso que só terá interesse se adicionado através da comida, para erradicar os parasitas internos, já que os flukes externos (guelras e pele), não irão resistir à hiposalinidade prolongada.

Pelo que li e quanto aos cistos de cryptocaryon serem resistentes à hiposalinidade, penso que isso é verdade, mas apenas por algumas horas (72/96 h), não resistindo a um regime de duas semanas abaixo de 1.014 (não é verdade César Soares?).

Quanto ao facto de não ser prático de ter mais um bidon, no meu caso na cozinha, acho que tens razão, mas aqui em casa, depois do Benfica, o aquário é a coisa mais importante :ymparty: :)) =))
Esta é só para provocação!!!

Abraço
Enviado pelo meu computador através dos meus dedinhos

Mensagem 18/set/2012, 11:51

Grupo: Moderador Global Mensagens: 2006
Idade: 40
Localização: Sarilhos Grandes, Montijo
Agora a reler a "Receita César Silvério" reparei numa coisa que não tinha reparado antes.

A água do banho de água doce deve estar à temperatura no de quarentena, claro, mas o ph também?
E a água doce tem de ser de osmose ou pode ser mesmo da torneira? :D

Mensagem 18/set/2012, 12:50

Grupo: Super Moderador Mensagens: 4463
Idade: 46
Localização: Torres Vedras
Hugo Figueiredo Escreveu:
Agora a reler a "Receita César Silvério" reparei numa coisa que não tinha reparado antes.

A água do banho de água doce deve estar à temperatura no de quarentena, claro, mas o ph também?
E a água doce tem de ser de osmose ou pode ser mesmo da torneira? :D


Boas,

Eu diria Osmose. Torneira não sabes muito bem que tipo de sais tens, mais o cloro, mas sabe-se lá que contaminante ou em que dia fizeram tratamento à água ...

O que ainda não encontrei foi o TTM que mencionam.

Tenho a impressão que já li, mas como está vago na minha cabeça ...

Abraços,
Rui
http://ricordeadream.blogspot.pt/

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